domingo, 22 de agosto de 2010

Podemos viver no tumulto e ter paz interior?

Nada é mais importante que a paz interior. Há um mistério aqui. Acredito que ela é feita de renúncia, ainda que nada nos seja garantido se assim nos posicionarmos diante da vida. É como a fé: é dom alcançado pelo Criador. Ou seja, apenas somos partícipes dessa doação, desse dom, tão somente pela abertura, pela busca de paz interior, pelo anseio de transcendência. Ainda assim, conviveremos com provações, tribulações, todo tipo de angústias. A diferença se dá entre ver as coisas pela ótica da Fé ou não. A isto eu chamo renúncia.

http://www.mosteirotrapista.org.br/vida_trapista.htm
Bom domingo a todos, e que Deus nos acompanhe. Amém.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tomemos o tempo que nos cabe, e, sem hesitar, deixemos o pensamento voar...

Em nosso íntimo há uma correnteza, que como a imagem da palavra indica, nos agita, confunde, como se não tivéssemos um foco, uma meta. Mas isto é uma ilusão. Esta pressa interior é nossa ânsia de viver, em estado bruto. Por esta razão, penso que não é um estado psíquico negativo, e sim, é a demonstração de que estamos vivos e que queremos algo mais que existir materialmente. Portanto, esta inquietação é, potencialmente, a evidência de nossa capacidade criativa, que nos leva adiante, suscita, nos lança para o que deve ser modificado, aprimorado ou criado em nossas vidas. A vida está aí... Ela não nos espera. Estamos agora, neste tempo, aptos a fazermos, criarmos, mudarmos coisas em nós próprios, no ambiente que nos cerca, na relação que temos com os que são companheiros de nossa jornada diária. Agarremos com determinação o tempo que nos cabe, sem medo. Podemos estar certos de que o puro amor, que é Deus, nos indicará os passos, suavemente.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma fonte límpida, que substitui minhas lágrimas, que desaparecem...

Após um longo tempo - cá comigo, penso que talvez tenha feito um "retiro no deserto", ainda que forçado - retorno, e me alegro por isto. Também me causa contentamento o fato de que alguém tenha curiosidade de acompanhar-me nesta jornada interior,  que, no entanto, é partilhada. Andei por trilhas perigosas na minha mente, estradas solitárias que me levaram à essência de meu viver, vi bosques, paisagens reconfortantes. Boa parte destes caminhos foram encontrados virtualmente; outros pisei o chão, senti o vento frio e forte em meu rosto, as ondas do mar abençoaram minhas mãos, tocaram meus pés com carinho, enfim, respirei o ar da opressão, mas também senti a brisa tocar minha pele e aspirei sua leveza...

Não quero ficar muito tempo sem vir aqui nesta fonte. Todos precisamos de uma fonte  - ao menos olhar uma delas... Sei que o que alimenta minha alma não tem cor, forma, não tem peso, e é uma fonte límpida, que substitui minhas lágrimas - que desaparecem, desanuvia minha mente e me lança para o futuro. Irrepetível.