terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma fonte límpida, que substitui minhas lágrimas, que desaparecem...

Após um longo tempo - cá comigo, penso que talvez tenha feito um "retiro no deserto", ainda que forçado - retorno, e me alegro por isto. Também me causa contentamento o fato de que alguém tenha curiosidade de acompanhar-me nesta jornada interior,  que, no entanto, é partilhada. Andei por trilhas perigosas na minha mente, estradas solitárias que me levaram à essência de meu viver, vi bosques, paisagens reconfortantes. Boa parte destes caminhos foram encontrados virtualmente; outros pisei o chão, senti o vento frio e forte em meu rosto, as ondas do mar abençoaram minhas mãos, tocaram meus pés com carinho, enfim, respirei o ar da opressão, mas também senti a brisa tocar minha pele e aspirei sua leveza...

Não quero ficar muito tempo sem vir aqui nesta fonte. Todos precisamos de uma fonte  - ao menos olhar uma delas... Sei que o que alimenta minha alma não tem cor, forma, não tem peso, e é uma fonte límpida, que substitui minhas lágrimas - que desaparecem, desanuvia minha mente e me lança para o futuro. Irrepetível.

2 comentários:

  1. Lúcia.
    Linda sua poesia e límpidos seus sentimentos. Espero que esta fonte lhe inspire mais reflexões como esta. Voltarei.

    Arturo

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  2. Arturo, meu amigo, volte sim, quando quiser, grata pelo comentário. Abraço. Lúcia.

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